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Diário de fuga

Na rotina dos sonhos fugimos dos dias

Diário de fuga

Na rotina dos sonhos fugimos dos dias

Cada um com a sua fé

O primeiro Papa sul-americano está de visita ao Brasil, naquela que é a primeira viagem oficial do seu pontificado. Milhares de peregrinos, entre eles muitos jovens, estão no Rio de Janeiro, unidos pela fé. É esta união por uma crença que move pessoas de todo o mundo, do Congo à Indonésia, a rumarem para as Jornadas Mundiais da Juventude. Uma prova que a religião católica está de boa saúde, apesar de todas as tormentas, e que a fé é transversal, quando se tem, não importa a idade.


Do outro lado do Atlântico, o nascimento do bebé real, filho dos Duques de Cambridge, é celebrado como a chegada de um pequeno deus. O príncipe, futuro rei, é aclamado por britânicos mas também por turistas, que se deixam encantar pela paixão que os ingleses nutrem pela realeza. Paixão e fé numa instituição, que apesar de todas as tormentas, continua de boa saúde e a resistir ao tempo.


Por cá, continuamos a precisar de ser salvos. E seria mesmo preciso um novo líder, espiritual ou político, para varrer de vez este (des)governo. É preciso acreditar na mudança para ela acontecer. É preciso ter fé. Em Deus, no Papa, no bebé real, em nós próprios. É preciso termos algo para nos agarrarmos ou o abismo fica cada vez mais próximo do escoar dos dias.

Fazer história

Daqui a alguns anos, quando os nossos filhos estudarem história, o que é que vai ser lhes dito sobre o início do século XXI em Portugal? Quais vão ser os acontecimentos mais marcantes e quem vão ser as personalidades impressas nas fotografias dos manuais escolares?


Talvez, mesmo quando os nossos netos cheguem lá, seja ainda cedo para se fazerem novos manuais, seja ainda cedo para se fazer história e para se perpetuar uma história.


Quando eu estudei a história do século XX, admirei-me com as grandes personalidades, os grandes líderes deste século. Não eram perfeitos, ninguém o é, mas entregaram-se a causas e mudaram o mundo. Deram sangue, suor e lágrimas pelo seu país, pelo seu sonho, loucura ou propósito.


Hoje, em Portugal, temos um ministro das Finanças que saí pela porta de trás, e se houvesse um túnel como saída era por lá que ele ia, que se despede com um comunicado, deixando centenas de perguntas por fazer.


Temos um Governo fantoche que faz da política uma novela. Não temos políticos, temos atores. Não temos líderes, temos economistas, tecnicistas ou ilustres desconhecidos (conhecidos “lá fora”) que acabaram por enveredar na política. Paulo Portas, este sim um animal político, conseguiu degenerar a sua imagem desde que está nesta coligação. E se a escolha da ministra das Finanças foi a gota d’água para a sua demissão, a demissão de Paulo Portas foi a gota d’água para o pouco crédito que eu (e espero que muitas mais pessoas) ainda lhe dava.


Estes homens que se dizem políticos não vão conseguir fazer história mas podem entrar nela assim meio sem querer, tal como foram parar na política. O povo, esse sim, podia fazer história, nas ruas e na urnas. Na falta de líderes políticos, a democracia precisa de se reinventar. Resta saber se vai conseguir.



A foto é da manifestação de 15 de setembro de 2012

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