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Diário de fuga

Na rotina dos sonhos fugimos dos dias

Diário de fuga

Na rotina dos sonhos fugimos dos dias

Sistelo, a aldeia parada no tempo que ganhou o título de pequeno Tibete português

10.11.18 | Alice Barcellos

Sistelo ficou na moda nos últimos tempos. Foi apelidada de pequeno Tibete português. A sua paisagem em socalcos foi classificada como monumento nacional e umas quantas publicações falaram desta aldeia encaixada entre montanhas nos Arcos de Valdevez. Fiquei curiosa e quis ir ver Sistelo com os meus próprios olhos (e lentes).

 

Fui num destes dias deste outono ainda vestido de verão, com temperaturas acima dos 25 graus e céu azul. Pelas estradas verdes do Minho, cruzamos um riacho, passamos por bois a pastar, vimos a vinha que começava a mudar de cor, até que chegamos à aldeia.

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Os socalcos esculpidos nos montes saltam à vista atrás da placa grande que recebe quem aqui chega. Degraus verdes nas montanhas feitos para a agricultura que deram fama à esta pequena aldeia.

 

Ainda antes de explorar as ruelas de Sistelo, estacionamos o carro num ponto alto para ter uma visão mais geral do lugar. Castanheiros carregados de ouriços pontuavam a paisagem envolvente.

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A melhor forma de explorar a aldeia é estacionar o carro e ir a pé. Quando cheguei ao ponto central da aldeia, que tem uma fonte, fui recebida por um cão muito simpático que foi o meu guia durante a visita. Não vi muita gente nas ruas.

 

Alguns turistas, algumas pessoas locais que passaram com pressa e seguiram para os seus afazeres. Vi uma senhora idosa no quintal de uma casa, disse-lhe “boa tarde”. Continuei distraída a fotografar as ovelhas e quando me virei para trás a senhora já tinha desaparecido. 

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Os antigos espigueiros são outra das marcas de Sistelo. Atrás destas construções, um tanque comum com colchas brancas e roupa a secar.

 

Num dia sem vento, o silêncio ali naquele lugar de calma parecia ainda maior. O tempo parecia ter parado.

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