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Diário de fuga

Na rotina dos sonhos fugimos dos dias

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Na rotina dos sonhos fugimos dos dias

Nova Iorque: a (minha) primeira trinca na Grande Maçã

25.01.20 | Alice Barcellos

New York is the meeting place of the peoples, the only city where you can hardly find a typical American. Djuna Barnes

Chega a ser engraçado como temos fome de mundo e acabamos por passar a vida a conhecer apenas a camada fina que envolve a superfície dos lugares. É irónico. Criamos na nossa cabeça uma lista de sítios que queremos conhecer e quando, finalmente, conseguimos concretizar o sonho, fica-se com a sensação de que se podia ter explorado e mergulhado mais a fundo na realidade do lugar que se visita. Creio que este seja o dilema de todos os viajantes.

Ainda bem que temos a sorte de tentar. De ir. Conhecer. Desbravar os locais que vimos nos filmes, nas séries, imaginamos nos livros e lemos nos artigos dos sites de viagens. Nova Iorque sempre foi um destes locais. Cinematográfica. A cidade que povoa o imaginário de quase toda a gente. A cidade que quase toda a gente sonha em conhecer.

Cheguei há pouco tempo de lá e a cidade conquistou um lugar cativo nas minhas memórias, que ainda mancham o meu dia, como uma parede pintada de fresco em que estamos constantemente a roçar sem querer.

As luzes imparáveis de Times Square, onde é sempre dia. O cheiro das barraquinhas de comida de rua, uma em cada esquina. A simpatia das pessoas, é bom ouvir “good morning” ou “have a wonderful day”. O copo de café nas mãos, pode não ser o melhor café do mundo, mas está sempre presente. O corre-corre para atravessar as passadeiras nas grandes avenidas. O olhar para cima carregado de surpresa com a altura e a diversidade dos prédios. Os cães, que são passeados pelos seus donos ou por passeadores profissionais. O charme de alguns bairros, em que andamos pelas ruas e brincamos de imaginar qual seria a nossa casa ali. A força da arte e da cultura. O ambiente mais carregado que se sente nas estações de metro, o underground que guarda também um submundo de mendigos, sem-abrigo e artistas de rua. O silêncio no memorial do 9/11.

Tanta coisa que poderia enumerar, tantas histórias que ficaram por contar, tantas fotos que ficaram por mostrar. Ainda estou a digerir esta cidade, a saborear cada memória e a rever, como num filme em que fui protagonista, os dias ali passados, que correram ao mesmo ritmo de NYC: fast, very fast.

Depois de ter ido conhecer a herança inca ao Peru, chegar a Nova Iorque foi um choque cultural. A cidade é elétrica, magnetizante, orgulhosa, consumista e apelativa. É requintada, organizada, charmosa, irreverente, artística e arrebatadora. É impossível definir Nova Iorque numa única palavra, numa única característica. Seria injusto, até, tentar.

Nova Iorque é, sobretudo, uma metrópole multicultural. Não é a toa que se assume como um bastião de resistência anti-Trump. “Elect a clown, expect a circus” foi uma das frases que me ficou gravada e que li em t-shirts penduradas em lojas de souvenirs. É difícil resistir trazer para casa uma lembrança da cidade, uma caneca, uma t-shirt ou um íman para o frigorífico. O slogan que mais se vê nestas bugigangas é “I love New York”, quase como a afirmar que é impossível não amar esta cidade. Mas a melhor sensação que se pode trazer de uma viagem como esta é a vontade de voltar e de dar mais uma trinca na Grande Maçã.

Nos próximos tempos, conto em publicar mais textos e fotografias desta viagem. Até lá, deixo-vos com estas primeiras impressões em forma de imagens. Enjoy and have a nice day.

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Quem tiver interesse, pode ver no meu Instagram o diário de bordo desta semana de janeiro em Nova Iorque – cheguei com temperaturas de primavera e vim embora com neve. Foi mágico.

3 comentários

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    Alice Barcellos

    25.01.20

    Acho que é a cidade mais fotogénica que já conheci Grata pelo comentário
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    Isa Nascimento

    25.01.20

    Pelas fotos diria que sim (mas acredito que a fotógrafa tenha potenciado o valor da modelo)
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