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Diário de fuga

Na rotina dos sonhos fugimos dos dias

Diário de fuga

Na rotina dos sonhos fugimos dos dias

Cinco metas para 2019 (que qualquer um pode cumprir)

É impossível não pensar num novo ano como um pretexto para recomeçar. E eu, que adoro recomeços, mentalizo sempre metas, objetivos, coisas que quero fazer melhor ou mais vezes. Nem sempre escrevo, das vezes que o fiz foi num bloco, creio que nunca as tornei públicas. No entanto, como este ano tenho algumas metas que podem servir de inspiração para outras pessoas, resolvi partilhar neste texto. 

 

Não acredito em resoluções de ano novo que não podemos cumprir. Em algum momento da minha vida prometi a mim mesma coisas que não consegui cumprir e sentir aquele sentimento de falhanço no fim de mais um ano é frustrante - quem é que nunca passou por isso? Assim sendo, opto sempre por pensar em objetivos que vou conseguir cumprir, pequenas metas que, quando atingidas, podem ser vistas como grandes vitórias. Já dizia o poeta, "a vida é feita de pequenos nadas" - que podem fazer toda a diferença na nossa rotina. Vamos a isso?

 

1. Usar menos plástico 

 

2018 foi o ano de alarme geral para o excesso do plástico e de como ele está a matar os nossos oceanos e a contribuir para degradação do planeta. Não é um problema novo, mas tenho a ideia de que só em 2018 o mundo acordou para ele. Antes tarde do que nunca, sendo que neste caso pode ser já tarde demais, fomos entupidos com notícias sobre o tema, dicas para usar menos plástico e campanhas de sensibilização.

 

De facto, comecei a pensar mais sobre o uso deste material no meu dia-a-dia e de como o utilizamos, tantas vezes, de forma descartável (o chamado "single use plastic"). No copo de café que tiramos da máquina, nos saquinhos da fruta do supermercado, nas garrafas de água e por aí vai, basta pensar um pouco mais nos nossos comportamentos diários para chegarmos à conclusão que somos plástico-dependentes em muitas áreas das nossas vidas. 

 

Mas é possível diminuir significativamente o uso deste material com pequenos gestos. Deixo aqui algumas dicas que podem ajudar, se ainda não começou a fazer isso e quer começar este ano. Eu já comecei a pensar nisso há alguns anos, mas quero ter esta meta "usar menos plástico" cada vez mais em prática no meu dia-a-dia. 

 

E para quem, como eu, gosta de ir à praia em qualquer altura do ano, que tal começar a recolher o plástico que, principalmente no inverno, se acumula na areia? Confesso que não o faço sempre, mas quero começar a fazer. A sensação de dever cumprido após recolher o plástico da praia deixa-nos, logo, mais felizes.

 

2. Passar menos tempo nas redes sociais

 

Não sou contra o uso das redes sociais, aliás, são uma ferramenta essencial no meu trabalho e, quer queira quer não, tenho de utilizá-las quase todos os dias. Mas a verdade é que acabo por perder algum tempo a procrastinar que poderia ser gasto em outras tarefas mais enriquecedoras - o ócio pode e deve ser mais criativo. Assim sendo, vou tentar fazer menos vezes "scroll" e passar mais tempo a...

 

3. Ler mais livros

 

...folhear páginas de livros. Creio que às custas das redes sociais os hábitos de leitura de muitas pessoas diminuíram bastante. Eu contra mim falo. Quantas vezes ficamos a navegar pelas redes antes de dormir, ao invés de ler três ou quatro páginas de um livro?

 

A ciência tem provado que levar com as luzes dos smartphones na cara antes de dormir é mau, mas nunca li nenhum estudo sobre os malefícios de ler um livro à noite. Além disso, ler traz o bónus de ajudar a termos mais empatia e a compreender melhor os outros - uma capacidade muito necessária e cada vez mais escassa nos dias que correm. 

 

4. Ir a um sítio que não conheço - e só um já é muito bom

 

Viajar transformou-se num vício para muita gente e numa forma de viver para aqueles que escolheram ser viajantes a tempo inteiro, dos quais todos os dias lemos e vemos histórias inspiradoras na internet - principalmente, quando se trabalha num site de viagens.

 

Já nos ensinou Dalai Lama: "uma vez por ano vá a algum lugar onde nunca esteve antes". Para muitas pessoas, viajar uma vez por ano não é mais suficiente, vive-se muito na ânsia do viajar-para-partilhar e não do viajar para, de facto, ter uma experiência diferente. O turismo de massa assombra as grandes cidades e muitos destinos adotam medidas para travar a enchente de pessoas que os visitam todos os dias. Um jornalista da Lonely Planet escreveu que, em 2018, o turismo ficou "tóxico" - a palavra do ano eleita pelos Oxford Dicionaries - e eu sou capaz de concordar, sabendo que o mundo é um lugar maravilhoso e tudo depende da forma como decidimos explorá-lo.

 

Se em 2019 conseguir ter a sensação de que estou a descobrir um novo lugar, já me dou por satisfeita.

 

5. Comer menos carne

 

Não é preciso adotar um comportamento radical para alterar um hábito alimentar que terá de mudar em breve pela sustentabilidade do planeta. Se toda a gente reduzisse o consumo de carne semanal, seria possível fazer grandes avanços. Mas, já sabemos, o lobby é muito forte, a indústria gera milhões e o apelo ao consumo só vai parar quando já não houver mais florestas para devastar. Isso para não falar na forma como são tratados e mortos muitos dos animais que comemos.

 

Creio que a maioria das pessoas já está consciente de tudo isso, mas não quer deixar, de todo, de comer carne porque, simplesmente, gosta - e a comida, bem sei, é um dos prazeres que temos nesta vida. Eu me incluo neste grupo. Quem sabe um dia consiga deixar de vez. Mas como sei que não vai acontecer em breve, prefiro comprometer-me a fazer menos refeições com carne e ter sempre em atenção a origem da mesma. 

 

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Com votos de um excelente 2019!

 

Imagem: Pixabay

O (meu) verão em pores-do-sol

Um dos espetáculos mais magníficos que a mãe natureza nos dá acontece quando o sol se retira. O pôr-do-sol é um momento mágico que se pode tornar ainda mais especial, dependendo do sítio onde estamos e das condições meteorológicas daquele dia.

 

Ver o sol a desaparecer no mar, caindo na linha do horizonte, é o pôr-do-sol que considero mais marcante. Tão rápido passam os minutos em que o astro-rei afunda no mar, tão eterna a imagem que guardamos deste momento na memória. Ainda assim, independentemente do sítio, a luz do fim de dia tem a capacidade de deixar tudo mais bonito.

 

Com a exuberância dos tons dourados ou a candidez dos tons pastéis; com a retidão da linha do horizonte ou a multiplicidade de formas criadas pelas nuvens, é sempre uma surpresa aguardar pelas pinceladas que a luz vai dar nesta tela infinita e sempre diferente que é o céu.

 

Enquanto o verão ainda luta contra o outono, antes de reconhecer de vez que está na hora de sair de cena, eu me despeço dele, também demoradamente, com esta imagem de nove pores-do-sol que marcaram a minha estação mais querida. 

 

poresdosol.jpg

 

P.S. I: Temos mesmo de começar a aceitar a ideia de que o verão dura até outubro em Portugal - e eu não fico nada triste com isso.

 

P.S. II: Há quanto tempo não aprecia o pôr-do-sol?

Manhãs de recomeço

Manhãs. Adoro manhãs. O dia que começa quando abrimos os olhos, a luz que clareia quando abrimos as janelas. Em todas as manhãs podemos encontrar o ímpeto de recomeçar. Principalmente naquelas em que nos levantamos cedo e cheios de disposição. Ninguém tem vontade de ser melhor depois de uma noite mal dormida ou quando acorda e metade do dia já passou.

 

Recomeçar é encontrar um motivo para ser melhor, para seguir um caminho diferente, para aprender algo novo e para mudar. Recomeçar é uma forma de mudança. E mudar é difícil. Habituamo-nos facilmente às rotinas das manhãs cinzentas, do café fraco e das notícias mornas do dia. Deixamos de ver o lado glorioso das manhãs que passam a ser apenas aquele momento em que temos de retomar à rotina. Retomar não é o mesmo que recomeçar. Não tem a mesma força que nos faz voar nas entrelinhas das letras e no peso que cada palavra tem no coração.

 

Se havemos de tomar (boas) decisões que nos façam avançar que sejam em manhãs de sol e céu azul, depois de um café forte e antes de ver as notícias do dia. Foi numa destas manhãs, depois de abrir a janela e sentir a frescura silenciosa do dia, que decidi recomeçar com isso de escrever sobre tudo e nada, olhando para este pequeno grande mundo que é o meu.

 

A escrita e, depois, a fotografia são, para mim, fonte de inspiração, ferramenta de trabalho e escape. Têm sido boas companheiras neste caminho sem volta que é a vida e, de uma forma ou de outra, tenho me dedicado a elas quase todos os dias há vários anos.

 

Escrever num blogue parece já coisa do passado com tantas plataformas em que podemos dizer aquilo que pensamos ou mostrar aquilo que vemos no imediatismo do segundo. Mas tão rápido se afirma, publica ou filma, tão rápido se esquece. Na manhã seguinte, a afirmação publicada ontem foi anulada por mil e uma publicadas nas primeiras horas do dia. A informação escorrega pelos dedos como gelatina mole. É cada vez mais difícil de agarrar o que realmente importa, inspira e pode fazer uma pequena diferença na nossa vida, de facto.

 

Se ainda estás a ler este texto, então consegui prender a tua atenção por mais do que alguns segundos com que, tantas vezes, passamos os olhos por títulos no Facebook. Ainda bem. Espero que continues por aqui. Não prometo muito. Mas tenho o ímpeto de recomeçar. E isso já é algo bom.

 

manhas.jpg

 

P.S.: O arquivo deste blogue foi importado de um outro blogue meu que estava parado desde 2016.

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