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Diário de fuga

Na rotina dos sonhos fugimos dos dias

Diário de fuga

Na rotina dos sonhos fugimos dos dias

O (meu) verão em pores-do-sol

Um dos espetáculos mais magníficos que a mãe natureza nos dá acontece quando o sol se retira. O pôr-do-sol é um momento mágico que se pode tornar ainda mais especial, dependendo do sítio onde estamos e das condições meteorológicas daquele dia.

 

Ver o sol a desaparecer no mar, caindo na linha do horizonte, é o pôr-do-sol que considero mais marcante. Tão rápido passam os minutos em que o astro-rei afunda no mar, tão eterna a imagem que guardamos deste momento na memória. Ainda assim, independentemente do sítio, a luz do fim de dia tem a capacidade de deixar tudo mais bonito.

 

Com a exuberância dos tons dourados ou a candidez dos tons pastéis; com a retidão da linha do horizonte ou a multiplicidade de formas criadas pelas nuvens, é sempre uma surpresa aguardar pelas pinceladas que a luz vai dar nesta tela infinita e sempre diferente que é o céu.

 

Enquanto o verão ainda luta contra o outono, antes de reconhecer de vez que está na hora de sair de cena, eu me despeço dele, também demoradamente, com esta imagem de nove pores-do-sol que marcaram a minha estação mais querida. 

 

poresdosol.jpg

 

P.S. I: Temos mesmo de começar a aceitar a ideia de que o verão dura até outubro em Portugal - e eu não fico nada triste com isso.

 

P.S. II: Há quanto tempo não aprecia o pôr-do-sol?

Manhãs de recomeço

Manhãs. Adoro manhãs. O dia que começa quando abrimos os olhos, a luz que clareia quando abrimos as janelas. Em todas as manhãs podemos encontrar o ímpeto de recomeçar. Principalmente naquelas em que nos levantamos cedo e cheios de disposição. Ninguém tem vontade de ser melhor depois de uma noite mal dormida ou quando acorda e metade do dia já passou.

 

Recomeçar é encontrar um motivo para ser melhor, para seguir um caminho diferente, para aprender algo novo e para mudar. Recomeçar é uma forma de mudança. E mudar é difícil. Habituamo-nos facilmente às rotinas das manhãs cinzentas, do café fraco e das notícias mornas do dia. Deixamos de ver o lado glorioso das manhãs que passam a ser apenas aquele momento em que temos de retomar à rotina. Retomar não é o mesmo que recomeçar. Não tem a mesma força que nos faz voar nas entrelinhas das letras e no peso que cada palavra tem no coração.

 

Se havemos de tomar (boas) decisões que nos façam avançar que sejam em manhãs de sol e céu azul, depois de um café forte e antes de ver as notícias do dia. Foi numa destas manhãs, depois de abrir a janela e sentir a frescura silenciosa do dia, que decidi recomeçar com isso de escrever sobre tudo e nada, olhando para este pequeno grande mundo que é o meu.

 

A escrita e, depois, a fotografia são, para mim, fonte de inspiração, ferramenta de trabalho e escape. Têm sido boas companheiras neste caminho sem volta que é a vida e, de uma forma ou de outra, tenho me dedicado a elas quase todos os dias há vários anos.

 

Escrever num blogue parece já coisa do passado com tantas plataformas em que podemos dizer aquilo que pensamos ou mostrar aquilo que vemos no imediatismo do segundo. Mas tão rápido se afirma, publica ou filma, tão rápido se esquece. Na manhã seguinte, a afirmação publicada ontem foi anulada por mil e uma publicadas nas primeiras horas do dia. A informação escorrega pelos dedos como gelatina mole. É cada vez mais difícil de agarrar o que realmente importa, inspira e pode fazer uma pequena diferença na nossa vida, de facto.

 

Se ainda estás a ler este texto, então consegui prender a tua atenção por mais do que alguns segundos com que, tantas vezes, passamos os olhos por títulos no Facebook. Ainda bem. Espero que continues por aqui. Não prometo muito. Mas tenho o ímpeto de recomeçar. E isso já é algo bom.

 

manhas.jpg

 

P.S.: O arquivo deste blogue foi importado de um outro blogue meu que estava parado desde 2016.

Outono

É sempre a mesma coisa. Mudam as estações, muda o guarda-roupa e temos a tarefa chata de arrumar as vestimentas. Hoje comecei a guardar religiosamente os meus vestidos de verão, como se ali em cada vinco e dobra pudesse guardar um bocadinho também dos dias longos e claros, de pernas e braços ao léu. Lá fora, começava a chover. Daqui a uns dias muda a hora e eu faço anos. Agora sim, bem-vindo senhor Outono, adeus menino Verão.

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