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Diário de fuga

Na rotina dos sonhos fugimos dos dias

Diário de fuga

Na rotina dos sonhos fugimos dos dias

O adeus a um dos símbolos de Amesterdão. Faz sentido?

Foram removidas, esta semana, as letras vermelhas e brancas que se tornaram, ao longo da última década e meia, uma das atrações mais famosas de Amesterdão.

 

As letras que, em conjunto, formavam o slogan I Amsterdam já não fazem mais parte do enquadramento das fotos dos milhares de turistas que, todos os dias, se juntam na praça dos museus (Museumplein), um ponto de convergência da capital holandesa que liga os principais museus da cidade.

 

Prova de uma bem sucedida campanha de marketing de 2004, as letras eram uma das atrações mais famosas e acarinhadas da cidade. Mais do que as bicicletas, os canais, as casinhas apertadas e compridas, o mercado de flores ou os museus, ir a Amesterdão e não tirar uma foto junto à placa, era como ir a Roma e não ver o Papa.

 

Ao longo dos últimos anos, a imagem da cidade ficou intrinsecamente ligada a estas letras que poderiam até nem ter feito sucesso quando foram ali colocadas. Mas fizeram. E, provavelmente, um dos motivos que a isso levou é o facto de ser uma instalação que apela à forte interação com as pessoas. Também gostamos de descobrir os lugares com as mãos: tocar, escalar, brincar – algo que milhares de pessoas faziam todos os dias ali. Os mais afoitos escalavam até ao topo do “i”, outros limitavam-se a encostar-se ou sentar-se nas curvas das letras.

 

Apesar de continuar a ser um slogan da cidade, quem agora for a Amesterdão já não vai poder tirar a “foto de turista”, pelo menos, ali naquele local. As letras vão circular pela área metropolitana da capital dos Países Baixos, de acordo com informações do site do gabinete de turismo. Para os mais distraídos (como eu), saibam que existe uma outra placa I Amsterdam no Aeroporto de Schiphol – algo que muitos turistas não devem conseguir ver porque optam por chegar à Holanda através de outros aeroportos.

 

Não deixa de ser paradoxal que são os turistas, aqueles que mais adoravam as letras, os principais responsáveis pela remoção das mesmas. De acordo com o partido que apresentou a proposta para a retirada da placa, o GroenLinks, as letras transformaram-se num símbolo do turismo de massas em Amesterdão, representando um individualismo que deve ser combatido. Já no site oficial do turismo da cidade, a justificativa é que as letras atraíam muitas pessoas a um sítio com espaço limitado.

 

Com ou sem I Amsterdam, creio que os milhares de turistas que visitam diariamente a cidade vão continuar a convergir à Museumplein por ser um ponto de paragem e descanso óbvio, tal como o fazem na praça Dam. As letras davam um dinamismo diferente ao espaço, é verdade, mas não será pela ausência das mesmas que o número de pessoas que por ali passa vai diminuir.

 

Amesterdão é uma das capitais europeias que luta contra o excesso de turistas, já tendo tomado várias medidas para tentar equilibrar a balança do turismo com a qualidade de vida dos habitantes locais. Não é uma tarefa simples, bem sabemos, e requer uma estratégia mais complexa do que a fácil remoção de um dos símbolos mais adorados da cidade.

 

Qual é a vossa opinião: são a favor ou contra ao fim deste ícone da capital holandesa?

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P.S: Estive em Amesterdão pela segunda vez no mês passado e acabei na Museumplein ao fim da tarde a tirar selfies em frente à placa com o meu irmão, que visitava a cidade pela primeira vez. Não conseguíamos encontrar um espacinho livre de cabeças no meio das muitas outras pessoas que ali estavam, mas o ambiente era bom. De calor humano a contrastar com a tarde fria de Amesterdão, com uma luz bonita entre o sol a descer de um lado e o céu carregado de outro. É uma imagem singela, mas é a imagem que vou guardar deste lugar - pelo menos até ter a hipótese de regressar à cidade e criar novas memórias.

Sistelo, a aldeia parada no tempo que ganhou o título de pequeno Tibete português

Sistelo ficou na moda nos últimos tempos. Foi apelidada de pequeno Tibete português. A sua paisagem em socalcos foi classificada como monumento nacional e umas quantas publicações falaram desta aldeia encaixada entre montanhas nos Arcos de Valdevez. Fiquei curiosa e quis ir ver Sistelo com os meus próprios olhos (e lentes).

 

Fui num destes dias deste outono ainda vestido de verão, com temperaturas acima dos 25 graus e céu azul. Pelas estradas verdes do Minho, cruzamos um riacho, passamos por bois a pastar, vimos a vinha que começava a mudar de cor, até que chegamos à aldeia.

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Os socalcos esculpidos nos montes saltam à vista atrás da placa grande que recebe quem aqui chega. Degraus verdes nas montanhas feitos para a agricultura que deram fama à esta pequena aldeia.

 

Ainda antes de explorar as ruelas de Sistelo, estacionamos o carro num ponto alto para ter uma visão mais geral do lugar. Castanheiros carregados de ouriços pontuavam a paisagem envolvente.

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A melhor forma de explorar a aldeia é estacionar o carro e ir a pé. Quando cheguei ao ponto central da aldeia, que tem uma fonte, fui recebida por um cão muito simpático que foi o meu guia durante a visita. Não vi muita gente nas ruas.

 

Alguns turistas, algumas pessoas locais que passaram com pressa e seguiram para os seus afazeres. Vi uma senhora idosa no quintal de uma casa, disse-lhe “boa tarde”. Continuei distraída a fotografar as ovelhas e quando me virei para trás a senhora já tinha desaparecido. 

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Os antigos espigueiros são outra das marcas de Sistelo. Atrás destas construções, um tanque comum com colchas brancas e roupa a secar.

 

Num dia sem vento, o silêncio ali naquele lugar de calma parecia ainda maior. O tempo parecia ter parado.

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Um outono para recordar: o de Londres

Londres é uma cidade espetacular e obrigatória na lista daquelas que devemos visitar uma vez na vida. Quando a visitei, e já lá vão uns anitos, fiquei com a sensação de que todos os dias pareciam fim de semana, pelo menos para mim, mera turista, que lá estava a aproveitar. O ambiente fervilhante mas ao mesmo tempo descontraído da cidade foi algo que me cativou.

 

Mas houve também outra coisa que me marcou bastante: o outono londrino. Com sorte, apanhei alguns dias de sol e pude apreciar as magníficas tonalidades do outono nos muitos parques que a cidade tem para oferecer.

 

Não cheguei a visitar esta cidade noutras alturas, mas arrisco a dizer que esta estação pode ser um dos melhores períodos para visitá-la. Por isso, se está a planear uma escapadinha neste outono, Londres é uma ótima opção. Vale a pena lembrar que o Big Ben está em obras, mas existem outras atrações imperdíveis e vai, com certeza, guardar muitas fotografias para mais tarde recordar, como estas que partilho a seguir.

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Se ficaram convencidos com as minhas fotos e querem comprar uma viagem para Londres - eu ia já - partilho aqui algumas experiências que me marcaram na cidade:

 

* Conhecer os seus bairros mais famosos. Eu apaixonei-me por Nothing Hill com as suas "casinhas" charmosas, lojas vintage e cafés acolhedores. 

 

* Andar muito a pé e de autocarro de dois andares. Se possível, ir nos lugares da frente do segundo andar para conseguir as melhores vistas.

 

* Ser "rato" de museu. Os principais museus de Londres têm entrada gratuita por isso são sempre uma opção de passeio a custo zero. Como sou assumidamente uma amante destes espaços, Londres entrou logo para o meu top de cidades favoritas. Fiquei encatada com o British Museum e com o Museu de História Natural.

 

* Aproveitar os muitos parques de Londres. Deixo aqui um guia bastante completo.

 

* Dar um "saltinho" à Idade Média na Tower of London.

 

* Ir tomar um copo ao Soho.

 

* Vaguear por Camdem Town.

 

* Comer uma tradicional tarte salgada (pie) num pub depois de um dia desgastante de passeios (soube-me pela vida).

 

Há muita coisa para ver e fazer em Londres, por isso, sugiro que vejam este especial do SAPO Viagens com muitas sugestões para quem quer visitar a capital de Inglaterra. Este roteiro aqui é uma ótima base para planear a viagem.

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